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«A deputada bloquista Mariana Mortágua fez esta tarde um discurso forte em que criticou o PS por ter recuado na aprovação de uma proposta do Bloco, acusando o Governo de "não honrar a palavra dada".» Jornal «Expresso», 27/11/2017. 

«Reserva um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade». Confúcio. 

Parece que o PS tinha acordado com o BE na última sexta-feira, uma proposta para uma contribuição a pagar pelas empresas de energia renovável, como parte das contrapartidas para a aprovações do orçamento de Estado para 2018 pelo BE… 

Mas ontem, no parlamento e na votação da dita alteração, o PS roeu a corda e vetou a dita proposta.  

Moral da história: o PS não honra os compromissos que assume quando é oposição; que o diga o Governo de Passos com o qual o PS (quando o líder era Seguro) assinou um acordo de baixa gradual do IRC, Costa mandou o acordo às urtigas e o IRC não desceu mais… e quando é governo; que o diga o BE que experimentou o mesmo veneno ontem, a mesma deslealdade e quebra de compromissos e de palavra dada que, finalmente, e contra tudo o que Costa anda a dizer, não foi, de todo, honrada… 

Moral da história: no dia em que o PS respeitar aquilo que acorda e com que se compromete – e passar a ser credível, fiável e confiável, e até me estou a esquecer da bancarrota de 2011… – eu passo a votar nele, votarei PS religiosamente e com convicção, excepto se nesse dia, contrariamente a esta minha intenção e compromisso de hoje, resolver roer a corda, ser desleal, infirmar o que agora afirmo e com que me comprometo, e votar na oposição, não cumprindo o grande preceito do grande líder, do grande António Costa: “palavra dada é palavra honrada”…

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