POR
QUE MOTIVO TEMOS UM PRIMEIRO-MINISTRO QUE CONFUNDE O ACTO DE PEDIR DESCULPA COM
RESPONSABILIDADE?
«Se quer ouvir um pedido de desculpas, eu peço desculpas. E se não
o fiz antes não é por sentir menor peso na minha consciência. Sei que viverei
com este peso na consciência até ao fim da minha vida».
António Costa, Primeiro-Ministro.
Balbuciou ainda a ideia –
se o compreendi bem – de que pede desculpa na vida privada mas na vida pública,
nesse caso, trata-se de responsabilidade! Fico confundido, vou ao dicionário:
“Desculpa:
1. Perdão de culpa ou ofensa.
2. Alegação atenuante ou justificativa de culpa, ofensa,
descuido.
3. Escusa, pretexto.”
"Responsabilidade:
Obrigação de responder pelas acções próprias, pelas dos outros ou pelas
coisas confiadas”.
Interpreto linearmente; pede-se desculpa quando se ofende alguém.
Há responsabilidade quando se tem a obrigação de responder pelas
acções próprias ou dos outros.
Entre pedir desculpa e responder
por acções próprias vai um abismo, não são sinónimos, há uma grande diferença,
por exemplo: peço desculpa se cometo erros graves, respondo e responsabilizo-me
por acções próprias sejam elas boas ou más, quem é que disse que a
responsabilidade é atinente exclusivamente a acções más? Pode referir-se a
boas… e sendo assim, sendo acções boas não há nenhuma espécie de semelhança com
o acto de pedir desculpa, não se pede desculpa pelo bem que se faz! Isto é uma
falácia, é atirar areia aos olhos das pessoas, uma coisa não substitui a outra nem,
repito, são sinónimos. Pedir desculpa justifica-se e é imperioso se para além
da responsabilidade há faltas graves, como foi o caso…
O que nós temos é um
Primeiro-Ministro arrogante, frio, altivo, incompetente, incapaz – apesar de muito instado a tal – de pedir
desculpa pelas suas falhas e pelas dos departamentos e das pessoas do comando
sobre as quais tem responsabilidade(s) (agora usada com toda a propriedade!)
nesta tragédia nacional.
Esta sua tentativa, este arremedo
tosco de se justificar por uma desculpa que nunca pediu – ou que pediu tarde e a más horas – em tempo útil, é do
mais tosco que já vi e que penso ter demonstrado em supra como é falsa. É
dedicada aos crédulos, coitaditos!
Eu não confundo as coisas e acho
que a única coisa digna que se pode fazer na circunstância é mandar o Primeiro-Ministro
para a rua, não serve, não está à altura, deve ser demitido, primeiro, na
Assembleia da República – o facto de os deputados não o fazerem não quer dizer
que não se tornem co-responsáveis por manter um incompetente no lugar,
sobretudo se no próximo ano houver
incêndios, mortos e feridos outra vez – depois, pelo Presidente da República,
e se tal não acontecer nem numa circunstância, nem na outra, então, em última
instância, pelos portugueses nas urnas, com o seu voto!
Estou como Bernard Shaw:
«A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos
de uma maioria incompetente».
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