CONTRA-ARGUMENTAÇÃO
À PROVA DE BALA USADA PACIFICAMENTE CONTRA O ‘ANIMAL FEROZ’, CONTRA ‘O MENINO DE OURO’…
«Se
as contas forem de Sócrates, percebe-se que lá tenha sido depositado um milhão
de euros por conta de Vale do Lobo […] pois houve influências políticas que
favoreceram este empreendimento; mas se as contas fossem de Carlos Santos
Silva, por que carga de água receberia dinheiro de um empreendimento a que não
estava ligado?
Se
as contas forem de Sócrates, percebe-se que o Grupo Lena tenha lá depositado
2,8 milhões de euros por obras atribuídas pelo Estado a esse grupo sem
concurso; mas se as contas fossem de Carlos Santos Silva, como justificaria
este o recebimento de uma soma tão elevada? E onde estão as respetivas faturas?
Se
as contas forem de Sócrates, percebe-se que tenha recebido 29 milhões de euros
pelos fabulosos negócios da PT (pagos em três tranches), pois, como
primeiro-ministro, Sócrates condicionou decisivamente esses negócios em vários
momentos; mas se as contas fossem de Carlos Santos Silva, como justificaria
este ter recebido tais valores (através de Hélder Bataglia, que ainda por cima
disse não conhecer)?». António José Saraiva, Jornal «Sol», 14/10/2017.
Agora que Sócrates foi finalmente acusado, vem tudo isto
a propósito do reiterado argumento usado por Sócrates e Santos Silva de que o dinheiro
depositado na conta na Suíça é do amigo Carlos Santos Silva e não de Sócrates.
Ora, esta contra-argumentação usada por António José Saraiva, serve-se de uma
lógica simples, linear quase, ‘rebenta’ e implode completamente esse argumentário,
torna-o inócuo para não dizer pueril, esgrimido para incapazes pois trata-se da
melhor explicação ou a desmontagem até ao osso da argumentação de Sócrates e
dos seus advogados!
A isto haveria que acrescentar os casos mais flagrantes
relacionados com a utilização deste dinheiro e que são altamente
comprometedores para Sócrates; imprecisão de ambos no montante emprestado por
Santos Silva e recebido por Sócrates, nenhum sabia o valor em questão;
utilização dessa verba para comprar um andar em Paris por per cerca de 3
milhões de Euros onde, dizem os autos, Santos Silva nunca foi e era a ex-mulher
de Sócrates que adjudicava as obras de reparação e o decorava; a utilização
sistemática de numerário sob o argumento, disse Sócrates, ouvi eu ante-ontem na
RTP, que Santos Silva sugeriu, enquanto importante homem de negócios, que essas
transacções (empréstimos…) fossem feitas desse modo, e ele, Sócrates aceitou,
não viu nenhum inconveniente em que o seu motorista andasse permanentemente com
malas de dinheiro de um lado para o outro… era sobretudo muito prático…
Meu Deus, tudo isto é confrangedor e de uma
fragilidade e inconsistência que só os lerdos poderão acreditar, e os juízes,
são lerdos, vão acreditar?
Na Muge. Sem tossir nem Mugir. Só um NABO é que não entenderia isto.
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