A VERDADE A QUE TEMOS DIREITO E AQUELA A QUE ANTÓNIO COSTA COM DENODO,
NOS IMPINGE…
«Aquilo que é mais fácil para um político é demitir-se perante
uma dificuldade. Optei por continuar com a minha missão de serviço público,
estando aqui a dar a cara e assumindo a responsabilidade 24 sobre 24 horas. Um comandante nunca abandona os seus homens». Constança
Urbano de Sousa, ex-Ministra da Administração Interna em 22/06/2017.
«Não, não me demito», Constança Urbano de Sousa,
ex-Ministra da Administração Interna em 13/10/2017.
«Logo
a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das
minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela
qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por questão de
lealdade». Constança Urbano de Sousa, ex-Ministra da Administração Interna,
em 17/10/2017.
«O
primeiro-ministro manteve hoje a confiança política na ministra da
Administração Interna, considerando "um bocado infantil" a ideia de
que consequências políticas são demissões e sustentando que o Presidente da
República não defende mudanças no Governo». Jornal
«Expresso», 16/10/2017.
Um intelectual reputado e, aliás, Nobel da Literatura dizia:
«O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da
mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias».
José Saramago.
Eu, ao escrevinhar estas
linhas toscas, digo que perante a mentira mais do que uma vez reiterada, (adorei
a mentira de que o Presidente da República não defende mudanças no Governo,
acho-a a mais refinada que me foi dado presenciar proferida por um
Primeiro-Ministro…) a mesma só se pode explicar da seguinte forma; Costa não
hesita em triturar – não encontra verbo que o defina melhor – um seu leal e
antigo colaborador e a sua legítima vontade, forçando-o a manter-se no seu
posto e usando-o como escudo protector para assim evitar brechas no seu
Governo. Contudo, estas acabam por se tornar em rachas gigantescas, imparáveis
e inocultáveis… é como uma barragem que cede, quando cede, alaga tudo e os
prejuízos são incalculáveis… se a barragem alaga, Costa seca tudo à sua volta,
em compensação, os portugueses vão-se apercebendo melhor da pessoa que os
Governa sem que o tenhamos escolhido para tal– ora tomem lá…
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