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«ROBOTS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!»
«Sem vestígio de pudor, pensadores como o dr. Louçã, o prof. Boaventura e a redacção do “Avante!” em peso andam há décadas, aos saltos e aos berros, a criticar as democracias e a louvar tiranias sortidas […] o dr. Louçã e as criaturas que disputam o pântano leninista com o dr. Louçã nunca, nunca, nunca preferiram a liberdade à ditadura, a justiça à opressão, a civilização à barbárie». Alberto Gonçalves, Jornal «Observador», 12/08/2017.
O que além de ser uma grande verdade, é incontestável e é uma coisa que mete imensa impressão – como se pode trocar a liberdade, um bem tangível e de que fruímos todos os dias, um coisa sem preço, pelas ditaduras que o totalitarismo engendrou e instalou em todo o lado em que foi poder, com os resultados que se conhecem? – e tudo feito sob a égide e o alto patrocínio de Karl Marx e da sua ideologia velhinha, tão velhinha…
Não sei o que vão dizer o dr. Louça, o prof. Boaventura e «tutti quanti» que exorbitam e debitam princípios infalíveis e sábios, e vivem e acobertam-se à sombra da sua teoria e das suas convicções, que «catequisam» e deixam o rasto – há quem lhe chame veneno – nas universidades onde dão aulas ou palestras, nas televisões onde têm programas com a sua assinatura, ou nos jornais em que escrevem, quando dentro de pouquíssimas décadas – há quem fale em duas, se calhar, menos – os robots e a inteligência artificial substituírem massivamente os trabalhadores e da teoria marxista, do seu cientificismo e infalibilidade, com esta novíssima e imprevisível realidade, só ficarem escombros…
É bastante aterrador, é verdade, mas é o que vai acontecer e Karl Marx não previu, como é que o pobre do homem podia prever uma coisa dessas se não se sonhava com computação, muito menos, com a Internet e tudo o que esta trouxe consigo; “Facebook”,  “Tinder” «Linkedin», «We transfer», «WhatsApp», «E-mail» e outras aplicações similares, em 1883, ano da sua morte?
Um bom exemplo do que vai acontecer é o “Deutsche Bank”, que vai proceder a uma troca massiva de 9 mil trabalhadores por robots, quase dez por cento da sua força de trabalho, já, imediatamente, não á daqui a algum tempo! E na indústria, vão substituir o operariado e estourar – não encontro outro adjectivo mais apropriado – é o termo, com um dos princípios fundamentais da teoria e o seu corolário: a exploração desenfreada dos proletários, e das relações dos mesmos com os patrões capitalistas, seus exímios exploradores. Pois se só vai haver robots…
Não sei como vão dar a volta a tal situação, mas seja com for, parece-me que os diferentes  operários, quando abrirem os seus ‘Personal Computer’, se vão deparar com as últimas instruções de Jerónimo de Sousa, ou de um dos seus sucessores:
«Robots de todo o mundo, uni-vos»!
E no seu íntimo, perguntarão, afinal, eles estão com os operários ou com os robots? Quero ver como vão mandar os robots fazerem greve como agora nos mandaram a nós fazer na Auto-Europa…

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