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PAROLOS; POSSIDÓNIOS; PROVINCIANOS; PACÓVIOS; SALOIOS; PIROSOS, JÁ CHEGA?
«Bruxelas não vai abrir uma investigação ao mercado português dos combustíveis, para já. Em resposta a uma carta enviada pelo Governo a pedir uma verificação e avaliação do cumprimento das regras de concorrência, a Concorrência europeia considera que as diferenças regionais de preços não são um indício suficiente, por si só, para abrir uma investigação a nível europeu. E remete essa função para a Autoridade da Concorrência nacional». Jornal «Observador», 28/09/2017.
Evidentemente! Não sei se hei-de rir se chorar? Isto não é completamente ridículo, rotundamente absurdo e profundamente parolo? Então, para que existe a Autoridade Reguladora da Concorrência? Existe para, passo a citar o que vem no seu site como função:
«A Autoridade da Concorrência tem por missão garantir a aplicação das regras de promoção e defesa da concorrência em Portugal, em prol de uma economia mais dinâmica e competitiva e em benefício do consumidor».  
Esta atitude do Governo, para além de passar um certificado de rotunda incompetência a estes serviços que são os serviços que deveriam investigar estas situações e que são a sua razão de existência – do mesmo modo e ao mesmo tempo – passa também um certificado de incompetência a si próprio e do qual dá conta zelosamente a Bruxelas, ao próprio Governo que não deveria precisar de Bruxelas para investigar um assunto deste teor, estritamente nacional.
Este pedido do Governo português tem um toque e um ar completamente pacóvio! E levou a um rotundo não de Bruxelas, é bem feito! Só querem ser independentes e bater o pé a Bruxelas – mesmo que isso não passe de ficção, de narrativa para consumo doméstico –  naquilo que não deveriam querer, como cumprir as regras europeias a que estamos obrigados, no que Bruxelas não tem nada a ver, não tem que meter o nariz, é o que se vê… isto é tão confrangedoramente parolo…
P.S- - basta circular nas auto-estradas e ver os placards a indicar os preços dos combustíveis iguais ao cêntimo, para se perceber que se não há cartelização, eles imitam muito bem… e precisam de Bruxelas para resolver isto?

 

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