«”Provavelmente irei [António Costa]
à posse do próximo Presidente da República [de Angola]. Terei de acertar isso
com o Presidente da República, mas é normal que a representação seja feita por
mim”
— não
foi convidado». João Vieira Pereira, Jornal Expresso Curto»,,
26/09/2017.
«Ninguém chegou a sábio por acaso», Séneca.
Uma das piores coisas que
há em política é um político não se aperceber em que águas se move…
E tanto quanto me tem sido dado
perceber, os angolanos não simpatizam com o PS, com os seus políticos e, viu-se
agora, com António Costa também não.
Com isso poderíamos todos bem, não
fosse o caso da importância que Angola tem para nós por vários motivos;
receptor dos mais importantes do investimento luso (3693 milhões de Euros, só
no 1º semestre, Jornal «i», 27/09/2017), e das exportações nacionais, local
onde trabalham, ganham a vida e remetem divisas para o país, mais de 150.000
portugueses, grande produtor de petróleo, dezenas de milhões de falantes de
português e de utilizadores da nossa cultura, país dos mais importantes e incontornável
em qualquer política que pretenda aproveitar qualquer ideia de lusofonia e sinergias
que todos os países que pertençam a esse espaço, possam retirar.
É por isto tudo que o facto de António
Costa não ter sido convidado, o que em si mesmo já é grave, quando julgava que
o seria, além de grande humilhação pessoal e afronta sob o ponto de vista
político e diplomático, torna patético o seu desempenho e responsabilidades correlativas
na frente diplomática e enquanto Primeiro-Ministro que orienta e chefia a diplomacia…
Comentários
Enviar um comentário