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O OCASO DO SOCIALISMO NA EUROPA…
A exemplo do comunismo que foi varrido da face da Europa um pouco por todo o lado excepto em Portugal – o que não deixa de ser curioso e de dar força aqueles que embora reconheçam os falhanços clamorosos do comunismo, argumentam que a teoria é a nec plus ultra da ideologia política, perfeita, portanto, foi é mal exercitada… – o socialismo já viveu melhores dias, senão vejamos alguns resultados nas últimas eleições nos principais países europeus, que o atestam e comprovam:
O PASOK, na Grécia, reduzido a 6,82% dos votos, foi um dos principais partidos e alternadamente Governo durante anos.
O PSOE, em Espanha, com 20,5% e a seguir ao PP, foi alternadamente Governo durante anos.
O PSF, em França, nas últimas presidenciais, Benoît Hamon, o seu candidato, com 6,36%.
O Partido Socialista Holandês, o PVDA, ficou em sétimo lugar e elegeu 9 deputados contra 38 nas anteriores eleições.
O Labour, em Inglaterra, segundo partido mais votado com 40% dos sufrágios, fruto dos erros clamorosos que os Conservadores cometeram e que o içaram a este resultado.
O SPD, na Alemanha, ontem mesmo, 20,5% dos sufrágios e, de novo, em segundo lugar.
Na Finlândia, o Partido Social Democrata, em 4º lugar com 16,5% dos sufrágios.
E em Portugal? O Partido Socialista vai de vento em pôpa!
Ora só há duas explicações para este facto que contraria tudo o que se passa na Europa, primeiro, a Portugal tudo chega com (muito) atraso, portanto, o declínio do PS há-de chegar, é fatal como o destino…
Segundo, nunca ninguém tinha suspeitado que o povo português era completamente masoquista, pois como se há-de chamar a um povo cujas intenções de voto apontam para uma maioria de um partido que ainda há pouco tempo atirou o país para uma ignóbil bancarrota e que já chamou o FMI (embora, numa das vezes a culpa não tenha sido sua…) por três vezes?
Inevitávelmente chegará o dia em que alinharemos com a Europa, ou não fosse a Europa sempre o exemplo e não continuasse a chegar-nos tudo da Europa, não já no «Sud-Express», como dizia o Eça, mas por outros meios; incluíndo o crédito, os fundos estruturais e a boa vontade para aturar estes devaneios e má memória do povo português, e para financiar os défices crónicos e a dívida monumental contraída por políticos irresponsáveis deste Estado perdulário e insaciável…

 

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