«Governo: 1.500 assessores nomeados em ano e meio. Só um Secretário de
Estado tem mais de 40 adjuntos e assessores nomeados para o seu gabinete».
Parangona do Jornal «Sol», 23/09/2017.
1.500 assessores, só? Só 40 adjuntos
e assessores numa Secretaria de Estado? Depois da ignóbil bancarrota de
Sócrates em 2011, pareceria sensato que se estivesse a diminuir a despesa
pública visto que foi ela uma componente essencial da falência do Estado ou, no
mínimo, a controlá-la para que não tivéssemos que passar pelo vexame, pelos
sacrifícios e pela insensatez de uma nova falência. Mas pelo que vemos, isso é
o que menos preocupa o Governo que se atem, essencialmente, a ser um Governo de
«boys» e de ‘tachos’ com fartura, como a parangona supracitada confirma escandalosamente
à evidência!
Este é um Governo que para além
de não ter uma única ideia que não seja disruptiva e de ruptura para o futuro
de Portugal – excepto abrir, isto é, escancarar as portas da imigração à boa
maneira internacionalista e sob forte influência dos «compagnons de route» que
o sustentam no Parlamento – navega à vista e para alguns grupos de portugueses,
como os «boys» atestam, qual nova nomenclatura, e, acima de tudo, a Função
Pública confirma; aumentos generalizados, progressão na carreira automática, 35
horas por semana, integração de todos os precários, etc., etc.. Sem nenhuma
equivalência no sector privado onde fruto da crise e da falência de 2011, parte
de uma classe empresarial sem escrúpulos, instrução ou elevação, impõe desde
então um forte retrocesso nos salários e condições de trabalho que redundam
numa fortíssima degradação da sua qualidade de vida e em condições duríssimas para
os seus trabalhadores.
Quando os portugueses perceberem que
o rei vai nu, possívelmente será tarde e os danos serão irreversíveis, anestesiados
com as boas notícias na frente económica e estritamente conjunturais, e uma
propaganda de primeira categoria – nisso são bons e têm tipos com um topete à
prova de bala – como um tal Galamba…
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