FERNANDO MEDINA, TEIXEIRA DUARTE E A MULHER DE CÉSAR…
«Há pelo menos cinco razões para o caso Medina ser notícia:
1) o presidente da câmara
comprou uma casa de 645.000 euros;
2) o presidente da câmara comprou essa casa a uma herdeira do
grupo Teixeira Duarte;
3) essa casa foi vendida por menos 200.000 euros do que a
herdeira do grupo Teixeira Duarte a comprou;
4) essa casa está num prédio que foi remodelado pelo grupo
Teixeira Duarte;
5) o grupo Teixeira Duarte foi contemplado com obras de
adjudicação directa pela Câmara de Lisboa.» João Miguel Tavares,
Jornal «Público», 19/09/2017.
Permito-me comentar
estas 5 alíneas do JMT:
1.
Por que é que os socialistas, invariavelmente,
têm casas de luxo? (Sócrates também vivia num andar de luxo na Rua Castilho,
que depois vendeu por 675.000€…) É estranho, há uma ética socialista que se não
é avessa ao luxo, à marca, ao consumismo, à alienação capitalista, devia ser…
2.
Medina não pode alegar que desconhecia que a
dona da casa era da família Teixeira Duarte, logo no contrato promessa – se não
antes… – de compra e venda, o nome do promitente vendedor vem lá
escarrapachado…
3.
Com a actual bolha imobiliária em Lisboa e no Porto,
a casa deveria ter sido vendida não por menos 200.000 euros, mas por mais
200.000 euros, isso é que seria normal, não o contrário que torna o preço
imediatamente suspeito…
4.
O nome Teixeira Duarte está em todo o lado,
não é escamoteável… no Porto, é normal referir-se que a construção é do
Ferreira dos Santos, por exemplo, como prova de qualidade…
5.
Pois aí é que a porca torce o rabo, e foram
obras acima de 5 milhões de euros sem concurso…
À mulher de César não basta parecer
séria, tem de o ser… tem de estar acima de qualquer suspeita, o que no caso
vertente, relendo as 5 alíneas, está longe de acontecer…
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