«Um contingente do Exército espanhol esteve em Pedrógão Grande em junho a
apoiar os bombeiros portugueses no combate aos fogos sem ter havido qualquer
articulação com o Governo português. Exército remeteu para o Governo, a Defesa
não comenta. “Sem
resposta”. É assim que o gabinete de Azeredo Lopes [Ministro da Defesa]
respondeu às perguntas colocadas». Jornal «Expresso Curto», 22/08/2017.
A descoordenação total e absoluta dos
meios no terreno no combate aos fogos, sucede-se neste Governo a um nível arrepiante.
Em Junho, bombeiros – eram simples bombeiros, não era o exército espanhol
porque se fosse como em Pedrógão, D. Nuno Álvares Pereira e a Padeira de
Aljubarrota davam voltas no túmulo… – Galegos que vinham ajudar a combater os
incêndios, foram inicialmente impedidos de entrar em Portugal, cobrindo o país,
a Protecção Civil e a Ministra da Administração Interna de ridículo. Isto
aconteceu, imaginem só, depois do Governo português ter acionado formalmente o mecanismo
europeu de proteção civil para fazer face aos muitos incêndios que assolam o
país.
Por outro lado, não deixa de ser irónico,
a soberania é um dos atributos mais cultivados, respeitados e fortes na
afirmação e independência de um país, mas com este Governo – que deixa um
contingente de um exército estrangeiro penetrar bem no interior do seu
território sem um pré-aviso aos seus no terreno – é como um escombro que sobrou
dos inúmeros fogos, é igual a um tição ainda a fumegar, e para sua Excelência,
o Ministro da Defesa, a justificação que dá, é simples: ‘sem resposta’…
Deste Governo, depois do episódio gravíssimo
de Tancos, não merecermos uma resposta –
por mais atamancada que fosse – e é elucidativo da qualidade de quem nos
governa e do caos em organização a que chegou tudo isto…
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