SEX, LIES AND PUBLIC OFFICE…
«Pela primeira vez em Portugal, uma governante assumiu ser
homossexual». Jornal «DN», 23(08/2017.
«Eu vejo a tua vaidade através dos buracos do teu
manto». Sócrates.
Dá pelo nome de Graça Fonseca
e é Secretária de Estado da Modernização Administrativa (a propósito, o que é
que a senhora faz?). Leio esta notícia e – primeiro; declaração de interesses:
a mim, a homossexualidade é-me completamente indiferente – pergunto, sim, e
depois? O que é que eu tenho a ver com isso? Por que é que uma faceta da sua
vida que é completamente do foro íntimo e particular, tem que vir escancarada
nas parangonas dos jornais? Por que é que todos temos que saber que sua
Excelência (‘sans blague’... assenta-lhe bem o tratamento….) não gosta de
homens, prefere mulheres, opta por ter relações sexuais e outras presumo, só
com mulher(es)?
Para que a anomalia –
como a classifica Gentil Martins e bem, visto que o que não é normal, comum,
regular, é anómalo – seja mais facilmente aceite? A senhora Secretária de
Estado é reprimida na Geringonça ou noutro sítio qualquer por ser lésbica? Não,
seguramente que não! É descriminada? Não
parece porquanto atingiu um dos mais altos cargos na Administração Pública! Mas
se ela é aceite, para que serve então esta tomada de posição pública nestes
termos senão por puro exibicionismo? E se é exibicionismo, não será um pouco
pacóvio, possidónio, deslocado, extemporâneo? Ou será que o objectivo é «épater
la bourgeoisie»?
E se for o caso, é caso
para dizer: «On s’en fout complètement, Mademoiselle Graça»!
Será para se saber que neste governo há de tudo?
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