“Se não fosse o
turismo, teríamos uma cidade do Porto decrépita”,
Manuel Pizarro, Jornal «Expresso Curto», 25/08/2017.
Estou quase sempre em completo
desacordo com os socialistas por questões essencialmente ideológicas, mas não
só, o que em democracia é normal. Mas desta vez, estou completamente de acordo
com a afirmação muito corajosa de Manuel Pizarro.
Sim, já se esqueceram das
casas a cair aos bocados um pouco por toda a cidade e do desemprego que chegou
a atingir os 17%, graças a Sócrates e à sua bancarrota de 2011? Em
contrapartida, devido ao turismo, já repararam nos inúmeros restaurantes e
bares, e hostels que entretanto abriram um pouco por toda a cidade e que deram
ocupação a milhares de pessoas – para além dos empregos indirectos que não
contabilizo – e impostos ao Estado em abundância, diáriamente, como o IVA?
E acontece que a
recuperação da economia portuguesa, com as sistemáticas asneiras que este
Governo comete – sobretudo no aumento da despesa e da dívida pública, sem freio
– depende já quase que exclusivamente do turismo. Se acabarem com o turismo ou
o burocratizarem com entraves, taxas e taxinhas, não se queixem que tudo comece
a regredir. Foi o turismo, está a ser o turismo que está a salvar a Geringonça,
particularmente nula na frente económica!
Nunca vi Governo mais dependente
e parasita do sucesso dos outros! A única coisa que se pode dizer sem medo de
errar é que se tivéssemos um Governo que não fosse da ala esquerda do PS e
suportado na A.R. por partidos comunistas radicais – como a ideologia comunista
o é na sua essência – tudo estaria muitíssimo melhor!
Experimentem ir a Veneza
ou a Florença em Julho ou Agosto e então, sim, é preciso dosear as coisas, equilibrar
os interesses, e isso não é muito difícil de conseguir no Porto e neste estádio,
creio que Rui Moreira se prepara para o fazer na nossa cidade…
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