«Por que motivos ainda há quem se intitule orgulhosamente
comunista? O que faz que o antifascista seja um herói e o anticomunista um
selvagem? Como é possível que, ainda hoje, universidades, escritores,
políticos, intelectuais, sindicalistas e trabalhadores aceitem que o comunismo
tenha sido um avanço na história da humanidade?».
António Barreto, jornal «DN», 13/08/2017.
«Deve-se combater o comunismo não em nome do liberalismo, da
social-democracia ou de qualquer outro regime, mas em nome da dignidade
humana». Jean-François Revel.
Pois, eu também não sei
responder, António Barreto! A única coisa que sei é que o comunismo é um
sistema político perverso que engendra sempre uma ditadura feroz e híper
agressiva militarmente, como na antiga U.R.S.S.; uma polícia política brutal,
como a antiga KGB na U.R.S.S.; campos de concentração para os desgraçados dos dissidentes
internos, como os «Gulag» na antiga U.R.S.S.; supressão total das liberdades
cívicas e políticas, como na antiga U.R.S.S., aniquilamento total do Estado de
Direito e dos seus instrumentos, como na antiga U.R.S.S.; carência sistémica e
crónica de bens alimentares e outros básicos, como na antiga U.R.S.S.; uma
clique de privilegiados intocável que vive rodeada de ‘datchas’ e de luxos
obscenos, como na antiga U.R.S.S; e isto só para citar o essencial.
É por isto tudo e,
sobretudo, após a queda do Muro de Berlim em 1989, e o colapso da U.R.S.S. em
1991, que pôs à vista de todos o falhanço colossal do comunismo e a sua
implosão intestina, que ainda tenho mais dificuldade em perceber – tal como
Barreto – tudo o que Barreto oportunamente menciona no seu parágrafo, e ainda
aquilo que Cunhal dizia, que a U.R.S.S. era uma espécie de sol para a terra, ou
uma falácia deste teor…
Eu acho que não era sol
nenhum, era um verdadeiro «buraco negro»! E já agora, que vem a propósito, foi
a esta teoria falhada e aos seus legítimos representantes; PCP e BE, que António
Costa deu a mão, e a quem eles, reciprocamente, deram a mão numa aliança consumada
de falhados que só pode augurar um rotundo falhanço para o país…
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