“Pedir silêncio
quando o Estado falha e o país arde é um absurdo a menos que tenha uma
finalidade sub-reptícia: dar argumentos às hostes que defendem com unhas e
dentes o Governo”, Manuel Carvalho,
no Público, citado pelo «Expresso-Curto» de 16/08/2017.
Não é um absurdo, Manuel
Carvalho, isso pensava eu… mas desenganei-me, trata-se de uma acusação grave
proferida por Costa: a de aproveitamento político e de quebra de consenso
nacional…
Dava-lhe jeito que a
incompetência total dos «boys» que nomeou em Abril para Protecção Civil e que
deram as provas no terreno que todos testemunhámos; em conjunto com a
incompetência que a sua Ministra da Administração Interna dá provas
permanentemente, bem como a Secretaria do MAI e a pobre da GNR, a performance
do SIRESP que ele escolheu, e o caos absoluto que se verificou na gestão dos
fogos e do pessoal na frente do fogo, passassem em claro, não fossem
minimamente beliscados nem criticados. Mas não tem sorte, não somos todos uma
cambada de tontos e de lorpas! Acresce que há pessoas insuspeitas como Manuel
Carvalho que não estão pelos ajustes e o denunciam!
E não só! Era só o que
faltava, termos que ficar calados com este espectáculo deprimente! Costa que
releia o que o seu partido e os seus pares na Geringonça disseram quando
ocorreram fogos e era a direita que governava e não morreram 66 pessoas,
muitíssimo longe disso…
E que não venha agora com
a desculpa esfarrapada de que não se lembra…
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