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«De acordo com documentação apreendida na CGD, o valor colocado pelos investidores – isto é por quem pediu o empréstimo – foi de 6 milhões de euros, o que deu 1,2 milhões de euros a cada um deles. O que significa que os cinco promotores individuais entraram com apenas 2,6% do montante global de 230 milhões necessários para comprar Vale do Lobo ficando donos de 75% do empreendimento, ao mesmo tempo que garantiam que se as coisas corressem mal ninguém ia atrás do património pessoal deles». Jornal «Expresso», 12/08/2017.
Sabem como se chamam estes negócios? Negócios da China!
Sabem quem esteve por trás deste negócio? Armando Vara! Armando Vara, quadro do PS, por duas vezes Ministro de Governos de Guterres e que Sampaio obrigou a demitir-se duma dessas pastas (deve ter sido a única coisa útil que fez nos seus dois paupérrimos mandatos…), transitando para a CGD onde foi Administrador e patrocinou negócios como este.
Vara defende-se a dizer que foi o director central de crédito a empresas da CGD, Armando Santos, que lhe falou neste negócio, mas o mesmo director já o desmentiu afirmando: «Foi Armando Vara quem levou para o banco a operação de financiamento de 230 milhões de euros de forma a permitir a compra de Vale de Lobo […]», lê-se no mesmo jornal e na mesma notícia. Lê-se ainda que O Ministério Público suspeita que Vara recebeu 1 milhão de euros de comissão por aprovar este negócio, numa conta na Suíça o que, inevitavelmente, acarreta  também a suspeição de Sócrates ter recebido outro tanto, segundo a notícia…
Eu para não ser suspeito de nada, declaro que não sei se estas suspeições se vão confirmar ou não, se vão acabar em acusação e provadas na barra, agora, insuspeitamente, já sei que me foram ao bolso porque este negócio é justamente um dos que provocou uma imparidade monumental na CGD, ou seja, há dezenas de milhões de euros que foram à vida, alguém se locupletou com eles e que nós todos, insuspeitos de termos qualquer culpa, próxima ou remota nestas negociatas, vamos ter que os pagar. E o mais extraordinário de tudo isto é que ninguém vai preso… o que me leva à seguinte interrogação, vivemos mesmo num Estado de Direito?
Edmund Burke dizia com muita propriedade:
«A lei tem dois e apenas dois fundamentos: a equidade e a utilidade».
Pois a mim parece-me que neste país não tem nenhum…

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