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«Costa é um pragmático e sabe que a geringonça, com ou sem maioria absoluta, é fundamental para o PS». Manuel Alegre, 26/08/2017.
Manuel Alegre acerta em cheio nesta análise, o próprio PS se não fosse a Geringonça, ver-se-ia arredado do poder, tal como Costa, que após as eleições legislativas ficou como um náufrago, um verdadeiro zombie… Em Novembro de 2015, Costa tinha perdido as eleições depois de ter tido cerca de 45% de intenções de voto após derrubar Seguro, acabou com uns miseráveis 32% nas urnas. E isto após o país ter vivido 3 anos de chumbo provocados pela ignóbil bancarrota de Sócrates de 2011 e por o Governo PSD/CDS ter cumprido um Memorando miserável, mais uma vez, provocado pela obscena governação de Sócrates e da rapaziada que o acompanhou e apoiou, entre eles, António Costa!
Tendo perdido as eleições, Costa contorceu-se todo e aliou-se aos inimigos de sempre do PS, inimigos por vários motivos; são comunistas, uns declarados e assumidos, o PCP, os outros cripto, mas nem por isso menos comunistas, o BE. E os comunistas sempre foram, diga-se em abono da verdade, contra o Euro, a Europa, a Nato e a democracia – embora proclamem o contrário, o que é facto é que não há um único exemplo de democracia onde exerceram o poder, a começar pela própria U.R.S.S.! – logo, Costa alia-se a eles com que propósito se ideológicamente não há nada em comum a uni-los, muito menos em aspectos essenciais para o país, como os citados?
Não é verdade, havia uma coisa em comum mas pela negativa, derrubar o Governo de direita. Qualquer democrata de meia tigela sabe que em democracia governa-se pela positiva e nunca pela negativa porque isso subverte o princípio da democracia; apresenta-se um projecto ao eleitorado que o sufraga ou não.
Para além desta manobra abjecta e que deveria repugnar a um democrata, Costa comete um erro, um crime capital, omitiu do eleitorado – como já sabia muito bem que ia perder as eleições, todas as sondagens o prediziam e foram depois confirmadas com os votos nas urnas – que se aliaria à extrema-esquerda para formar Governo, única forma de lá chegar, mesmo que para isso traísse todos os eleitores, o seu partido e um dos princípios basilares e essenciais da democracia: a transparência para com os eleitores.
É também por esta traição sem remissão possível, que Costa está condenado – são muitas já as manobras espúrias no seu cadastro – mesmo que agora esteja a correr tudo de feição.
Vamos aguardar, é só uma questão de tempo e não vai ser preciso muito tempo, Costa, com o seu comportamento e carácter é portador dos germes da sua própria queda, é como uma infecção que alastra inelutávelmente...

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