«Sócrates
terá tentado controlar o jornal Público, através de um esquema que passava pela
venda do diário ao Grupo Lena, com Armando Vara como intermediário. Foi Paulo Azevedo, o CEO da Sonae, empresa que
detém o Público, quem o revelou aos investigadores da Operação Marquês […]». Revista «Visão», 27/07/2017.
«Para que não se possa abusar do
poder é preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder».
Montesquieu.
Não sei se esta notícia é verdadeira ou falsa,
mas sei algumas coisas a este respeito: primeiro, que José Sócrates não tem um
laivo, nem sequer uma ténue réstia de credibilidade, segundo, que Paulo de
Azevedo é um grande e reputado empresário deste país e detentor de tudo o que
falta a Sócrates; uma das maiores ‘holdings’ do país para gerir, não se
licenciou na Independente com 4 cadeiras ministradas pelo mesmo Professor e com
notas afixadas ao Domingo, nem na Science-po, em Paris, é verdade, mas tem uma
licenciatura na École Polytéchnique de Lausanne, um MBA no ISEE e várias pós-graduações
em reputadas Universidades, como, por exemplo, a Sanford Busniess School; tem prestígio
e, acima de tudo, tem credibilidade, honestidade e honorabilidade. É óbvio que
acredito completamente em Paulo de Azevedo e não dou um tostão furado por
qualquer desmentido de Sócrates…
Tivemos há anos atrás, um juiz de Aveiro
a classificar a tentativa de compra de Sócrates da TVI, como um «atentado ao
Estado de Direito». E esta tentativa? Não sei se poderá ser classificada nos
mesmos moldes, mas uma coisa sei – mesmo antes de Sócrates ser formalmente
acusado de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada,
branqueamento de capitais, falsificação, recebimento indevido de vantagem e
tráfico de influências, seis crimes que lhe são imputados pelo Ministério
Público – que qualquer socialista deve estar neste momento a corar de vergonha!
Primeiro, por o ter escolhido no PS para líder, se tiver sido o caso, depois, por ter
votado nele para Primeiro-Ministro! Em ambos os casos tem a sua pequena cota de
responsabilidade, a que acresce a do cidadão indiferenciado que votou nele,
também, claro…
Não há mês em que não tenhamos péssimas surpresas com
a governação de Sócrates ou os despojos da mesma, como esta última, ou então, se
não ficamos boquiabertos com as suas malfeitorias, é porque ficamos revoltados
com novas contas que nos deixou para pagar…
Irra, que malfadado governante, isto não acaba nunca?!
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