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LITRO A LITRO SOMOS ROUBADOS TODOS OS DIAS E TEMOS QUE DAR O LITRO PARA NOS AGUENTARMOS…
Ontem entrei em Portugal por Vilar Formoso de automóvel. Atestei o depósito do carro em Espanha como todos fazemos visto que apelar ao patriotismo dos portugueses para que se abasteçam em Portugal, como fez em tempos o Ministro da Economia, é ridículo e um rematado disparate, sobretudo quando temos um Estado que se comporta como um verdadeiro omnívoro, um rematado ladrão…
Atestei o meu carro de gasóleo ao preço de 1,029 Euros por litro. Ao entrar em Portugal, na primeira bomba de combustível em que passei, compararei preços e verifiquei que o mesmo era de 1,279 Euros/litro, ou seja, uma diferença de 25 cêntimos por litro! Ora a Espanha, como nós, não tem um pingo de petróleo no seu território e, por isso, tem que o importar totalmente, ou seja, está em igualdade de circunstâncias connosco.
Quer isto dizer várias coisas:
·        A primeira e a mais óbvia: somos ROUBADOS forte e feio sempre que metemos 1 litro de combustível (não vi a diferença para a gasolina mas deve ser idêntica e na proporção…)!

·        Que este novo preço resulta dos dois aumentos deliberados – sem justificação de aumento do petróleo na origem, que por sinal, até já caiu mais de 50% nos últimos tempos – introduzidos pelo Governo de António Costa que de uma única vez o aumentou em 6 cêntimos por litro.

·        Que é um escândalo que haja uma diferença deste montante, brutal, de 25 cêntimos por litro!

·        Que a economia portuguesa tem que se ressentir imenso, mesmo que tenham arranjado um preço especial para as empresas de transportes, então e os outros sectores de actividade do país que não são empresas de transportes; o comércio, a indústria e os serviços e que não fruem dessa benesse? E os cidadãos indiferenciados?

·        Que estes aumentos tiveram como objectivo único sacar dinheiro para tapar o tão propalado fim da austeridade, uma mentira muito mal orquestrada e alinhavada como se verifica escandalosamente nos combustíveis, na agravamento de impostos indirectos, nas cativações e cortes transversais a todos os Ministérios, também no corte drástico do investimento do Estado, um exemplo comezinho é á falta de fraldas nos hospitais…
Que cada povo tem os combustíveis que merece, quem o disse não foi Montesquieu, fui eu…

  

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