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CATARINA MARTINS E OS NÚMEROS DO DESEMPREGO…
«Não deixa de ser irónico que depois de, há um ano, termos ouvido a direita tão furiosa dizendo do perigo que era o aumento do salário mínimo nacional e como esse aumento ia provocar desemprego, hoje, quando se vê que na verdade uma estratégia diferente criou emprego, vejam lá que Pedro Passos Coelho veio dizer que o emprego foi criado, graças aos governo da direita». Catarina Martins, jornal «DN», 30/07/2017.
Diz a mesma personagem que há falta de senso nesta afirmação…
Recapitulemos então os números do desemprego nos últimos anos:
2010      10,8%*                Governo de Sócrates.
2011      12,7%                   Governo de Sócrates e PSD/CDS. País na bancarrota.
2012      15,5%                   Governo PSD/CDS, resgate da Troika.
2013      16,2%                   Governo PSD/CDS, resgate da Troika.
2014      13,9%                   Governo PSD/CDS, país sai do resgate da Troika.
2015      12,4%                   Governo PSD/CDS, até Dezembro.
2016      11,1%                   Governo PS. Herda um crescimento de 1,6%.
2017      9,2%                     Governo PS.

Como é evidente e Catarina Martins desonestamente omite-o, uma coisa é herdar um país na bancarrota, outra, bem diferente, é herdá-lo com o P.I.B. a crescer 1,6% e sem resgate da Troika. Não há comparação possível, só pode haver má fé da sua parte, acresce que o início da queda do desemprego consistentemente se dá já em 2014 – basta olhar para os números – e desde aí, não parou mais. Não reconhecer isto decorre do mais puro facciosismo…
E depois, na economia ainda estão por demonstrar os méritos de um Governo do PS apoiado por radicais da extrema-esquerda, só um optimista pode acreditar que as empresas e os industriais investem pelos lindos olhos, comportamento e intenções de conduzir a economia de um Governo deste teor. O mérito deste Governo é pouco mais do que zero, o que explica todos estes números é o bom momento da economia Europeia, o ciclo da economia, as exportações, os empresários não podem esperar que venha um Governo mais da sua côr, sob risco de serem varridos do mercado. E o a explosão do turismo com a qual este Governo nada tem a ver, as suas razões são essencialmente a instabilidade nos países do norte de África desde a Primavera Árabe, e as «low cost» e sua enorme cota no nosso mercado que não pára de crescer, bem como seu modelo; barato, acessível e que transporta turistas para o país aos magotes.
Todos estes números seriam seguramente muito melhores com um Governo que não fosse apoiado por extremistas com ódio ao Euro, à Europa e à Nato. Por um Governo em que os seus apoiantes BE e PCP querem, como objectivo último, nacionalizar todos os sectores importantes da economia, acabar com a própria economia de mercado – por algum motivo são comunistas – e, em última análise, dispensar os próprios empresários. Ora isto reduz a zero os louros que Catarina Martins e companhia possam reclamar a seu favor. Trata-se de um logro!
Os comunistas sempre leram a realidade em inversão total e permanente por constrangimento ideológico, não admira que não haja um único país no mundo em que tenham detido o poder e tenha havido bem estar e sucesso económico, foi sempre uma penúria generalizada, havia até um dito muito jocoso a este propósito:
«Se introduzirem o comunismo na Arábia Saudita, passado pouco tempo começa a faltar areia»…
Não se riam porque há um exemplo concreto que o confirma, a Venezuela, é o país mais rico do mundo em hidrocarbonetos e dizem que falta tudo, mas mesmo tudo, da comida aos medicamentos e, pasme-se, já começa a faltar também gasolina:
«Escasez en Venezuela: Venezuela se queda sin gasolina: La falta de combustible llega a Caracas; en el interior se siente hace 15 días». Jornal «El País», 24 /03/2017. O que só confirma como económicamente o comunismo falha e é perverso…

*Pordata

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