ANTÓNIO COSTA É O POLÍTICO MAIS INCOMPETENTE DESTE PAÍS…
«Sans blague»!
É difícil bater António Costa em
incompetência e é fácil provar como a asserção é verdadeira. O que é
verdadeiramente extraordinário é que a intelligentsia
nacional queira fazer dele um segundo «Menino de Ouro», a exemplo de Sócrates e
com os resultados conhecidos…
Vamos a factos:
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Quando Ministro da Justiça de Guterres legislou
sobre escutas telefónicas e foi alvo de inúmeras criticas, muitas provindas do
próprio PS que não gostou do texto, era tão mau que ninguém gostou…
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Comprou os helicópteros Kamov e a PGR confirma
que há suspeitas de crimes de corrupção, participação económica em negócio,
falsificação e prevaricação. Pudera, este é um negócio absolutamente ruinoso
que Costa levou a cabo e contra pareceres como o da consultora Roland Berger,
que aconselhava a compra de aviões anfíbios tipo Canadair. Costa optou pela
compra de 6 Kamov por 42M€ (mais IVA). Decidiu comprar ainda 4 helicópteros
ligeiros aos franceses da Ecureuil B-3 por 2,2M (mais IVA). Os prazos de
entrega foram excedidos e ultrapassados em entre dois anos a três anos e meio
e, para cúmulo, os aparelhos não estavam prontos a ser utilizados, nova espera
entre 22 e 36 meses. O negócio foi tão mau que o Tribunal Constitucional
declarou que o interesse público não tinha sido acautelado. «O negócio ruinoso
não acaba aqui: segundo o TC, a empresa de Meios Aéreos criada por Costa para
gerir esta frota, não só era um caso de despesismo, falta de controlo e
ineficácia, como também não acautelou o dinheiro público na manutenção das
aeronaves – pagou 22 milhões a mais por horas de vôo que nunca aconteceram». Incrível!
Finalmente, em 2015, quando arrancou a época de incêndios, só um Kamov estava
operacional, coisa absolutamente extraordinária…
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Adjudicou a compra do Siresp, que começou com o
segundo Governo de Guterres – convém recordá-lo porque há muita gente esquecida
– e podia ter anulado o contrato segundo um parecer da PGR, o que lhe
permitiria ter adjudicado a compra a outro consórcio. Mas não, não o fez.
Cortou facilidades correspondentes a 53M€, entre elas, a ligação via satélite
que teria evitado a falta de comunicações em Pedrógão e nos incêndios
anteriores em anos anteriores. Não contente com isto, pagou 485,55M€, dizem os
entendidos que havia sistemas idênticos por um quinto do preço. Este sistema é
um sorvedouro de dinheiro, a começar pelo facto de ser uma PPP e ainda faltarem
pagar 200M€ até 2021...
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Enquanto Ministro da Administração Interna,
criou o Sistema Integrado de Segurança Interna, considerado unanimemente um
verdadeiro fiasco que duplica ou triplica funções, entre outras críticas que
suscita…
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A Autoridade Nacional da Protecção Civil foi
criada por Costa, fundindo os bombeiros e a Protecção Civil debaixo de um coro
grande de críticas – vimos em Pedrógão como a estrutura funcionou às mil
maravilhas e o espectáculo indecoroso, por haver 64 mortos no terreno, do passa
culpas entre estes dois organismos do Estado e cuja origem e responsabilidade é
unicamente sua.
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Extinguiu a DGV, dividiu-a em Autoridade
Nacional de Segurança Rodoviária e instituto de Mobilidade e Transportes, um
dos resultados foi o caos absoluto que criou e o atraso de meses na emissão de
cartas de condução. Fui ao IMTT duas ou três vezes tratar de um livrete e
fiquei horrorizado com o amontoado de pessoas à espera durante horas a fio e
que desgraçadamente tinham que tratar, como eu, de algum problema relacionado com
este organismo, a falta de respeito pelas pessoas era evidente, disse mal da
minha vida. Na altura ignorava que Costa tinha sido o responsável por aquela
degradação dum serviço público que até ele o ter alterado, funcionava bem…
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Costa acabou com os guardas florestais que
passaram para o MAI em 2006. Um seu Secretário de Estado, já em 2016, declarou
o seguinte: «a carreira de guarda-florestal deixou de ter qualquer tipo de
continuidade». Ora toda a gente sabe que os guardas-florestais são
absolutamente essenciais na prevenção dos incêndios e o seu papel é insubstituível
na floresta, o que mais uma vez se comprovou nos últimos incêndios.
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Costa fez ainda tropelias com o congelamento da
admissão de novos polícias que, como em tudo o que mexeu, teve resultados
desastrosos e custos enormes para o país e para todos nós.
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Toda a gente reconhece que a gestão da crise dos
incêndios em Pedrógão foi caótica, que houve descoordenação total entre chefias
e organismos envolvidos no combate, que havia falta de experiência de «boys» nomeados
em Abril, e convém lembrar que Costa é o responsável número um a quem
hierarquicamente todas as estruturas respondem e que mais uma vez não
‘desiludiu’ – foi de férias…
Dificilmente se encontra um
político com uma folha de serviço tão prenhe de tantos erros e de tantas
asneiras, o que admira é que não tenha a carreira completamente destruída!?
Espanta que Costa goze de tão boa imprensa e da opinião favorável de tantos
comentadores, os «jobs for the boys» são muito importantes mas não explicam
tudo…
Suponho que tal se possa atribuir
à sua esperteza saloia de trazer a extrema-esquerda para o poder baseado num golpe
monumental; esquecer-se de avisar o
eleitorado de que se ia aliar a forças totalitárias como, de facto o fez,
deitando a democracia e a legitimidade democrática às urtigas. Nada disto
augura nada de bom para o futuro do PS e para a legitimação e decência de
propósitos que o deveriam nortear como líder de um grande partido da democracia
portuguesa, atributos que são parte essencial de qualquer democrata digno desse
nome, mas que Costa ignorou, desconsiderou absurda, leviana e
irresponsavelmente…
Parece-me óbvio que Costa só é,
de facto, bom em golpadas como a supra-citada, mais a tão propalada traição do
afastamento do companheiro Seguro, da maneira como o fez. É também muito bom em
culpar os Governos anteriores das asneiras de que realmente é responsável, o
Siresp é o último exemplo…
Quando os portugueses se
aperceberem – será que alguma vez terão alguma réstia de discernimento para
tal? – do quão poucochinho é o valor deste político, como o rol de desgraças em
supra atesta, vão querer despedi-lo com carácter de urgência. Já faltou bem
mais…
Fonte: texto com o título: «A herança do Ministro Costa» de Filipe
Santos Costa, Jornal «Expresso», 8/07/2017.
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