«A esquerda decidiu matar a comissão de inquérito à gestão da Caixa
talvez porque prefira não ter de se confrontar com esse passado de nomeações e
de ingerências de governos anteriores do PS». Pedro Santos Guerreiro, Jornal
«Expresso», 17/07/2017.
«Não acredites nem nos que pedem emprestado, nem nos que
emprestam; porque muitas vezes, perde-se o dinheiro e o amigo... e o empréstimo».
Shakespeare.
É óbvio o motivo, é completamente
evidente, claro como água; o PS quer esconder dos portugueses aquele período
negro da vida nacional, mais concretamente, quando ocorreram os factos – entre
2005 e 2011 – gravíssimos de que são acusados algumas figuras proeminentes do
PS, como Santos Ferreira, Armando Vara ou José Sócrates e as ordens que
transmitiu aos seus «boys» na CGD que levaram a este descalabro.
Ocultar é um acto que não abona
rigorosamente nada em relação à integridade e moralidade do partido e dos seus
dirigentes, muito menos em relação à sua capacidade de defender os legítimos interesses
dos portugueses, nomeadamente, o seu banco público, de todos nós. A verdade dos
factos, que a decência, o sentido cívico e o respeito pelos contribuintes
exigiria, também sai de gatas…
Agora que o BE e o PCP, sempre
tão lestos a atacar e a pedir a demissão de tudo e de todos, por isto ou por aquilo,
ou por dá cá aquela palha – é que mete imensa impressão – trata-se, neste
momento, dada a sua cumplicidade activa na ocultação da verdade, de uma
verdadeira mordaça, de um acto de auto-contenção e de uma expiação voluntária
por crimes que não cometeram e que nunca subscreveram. Esta nova postura não
poderá colher grande apoio e não é crível que deixe os seus militantes e
apoiantes descansados e felizes….
Afinal de contas, toda a gente
tem memória e estes militantes gostavam do protesto, era isso que lhes alimentava
a ilusão de que os seus partidos lutavam por um – já não digo sol a brilhar
para todos nós – Portugal melhor…
Aguentem-se! Ninguém acredita nos
que pediram emprestado, tão pouco nos que emprestaram, porque os empréstimos,
fala-se em cinco mil milhões de euros de imparidades, foram à vida e seremos
nós todos que teremos que os pagar – onde é que se viu despautério e escandaleira
maiores? Shakespeare é que tinha razão…
Boa noite Rui. Admiro os teus textos e a tua frontalidade. Se continuares assim brevemente lançarás um livro com estes e outros textos. Parabéns e Continua assim. Abraço.
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