«Não só somos
responsáveis pelo que fazemos, como pelo que não fazemos». Molière.
«Perante a maior
tragédia que aconteceu em Portugal devido aos incêndios de Verão, a pergunta
que se coloca é se não há suficientes responsabilidades políticas e civis que
levem a demissões. E falo concretamente e em primeiro lugar da ministra da
Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.». Nicolau Santos, Jornal «Expresso», 18/06/2017.
Nicolau Santos é um jornalista que invariavelmente louva este Governo e
critica o anterior omitindo sempre o ponto de partida do mesmo, a ignóbil
bancarrota de 2011, no que não está sózinho, toda a esquerda faz
sistemáticamente o mesmo por motivos óbvios, rechaça e declina a sua total e única responsabilidade na mesma e nas
suas consequências desastrosas para o país e para os portugueses..
É por isso que fiquei admirado ao ler este parágrafo e me faz doravante
ler com mais cuidado tudo o que escreve, não por poder ser crítico deste
Governo – que é suficientemente mau para ser sistemáticamente zurzido – como
neste texto, mas por mostrar um grau de isenção que só o dignifica e à sua
profissão e ao cargo que ocupa no «Expresso». Foi uma surpresa.
Não sei até que ponto haverá responsabilidades políticas a assacar à
Ministra da Administração Interna após um balanço catastrófico de 62 mortes e
62 feridos, mas sei que no seu lugar, a demissão seria um acto digno e
consequente porque como li algures – nesta profusão de informação dolorosa
sobre esta tragédia – assistimos à maior falha da protecção civil desde sempre
neste país. E, como é óbvio e a ser verdade, protecção civil tem a ver
exclusivamente com a sua tutela…
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